FISIONOTRAÇO (1786-87)
AUTOR: GILLES-LOUIS CHRÉTIEN
INOVAÇÃO: O fisionotraço é um desenvolvimento dos perfis/silhuetas que permitia reduzir automaticamente a sombra projetada e introduzir mais detalhes da identidade/rosto do modelo.








FUNCIONAMENTO: O fisionotraço funcionava de forma semelhante às silhuetas, com exceção do recém adicionado pantógrafo. A sombra do cliente era igualmente projetada através de uma fonte de luz no suporte (papel translúcido). Do lado oposto estava o artista que delineava com material riscador a sombra. Porém, com o auxílio do pantógrafo (espécie de estirador com braços articulados) os mesmos movimentos eram repetidos noutro suporte em dimensões reduzidas.
No final, existia ainda outra novidade face às silhuetas. O contorno era retocado com tintas aguadas para a adição de detalhes do cliente. No final deste processo, eram disponibilizados dois retratos: um de tamanho real e outro diminuído.
CONTEXTO HISTÓRICO: Em 1786-87, Gilles-Louis Chrétien inventa o fisionotraço, um antecedente fotográfico que é uma evolução natural da técnica dos perfis/silhuetas.
O principal contributo de Chrétien deve-se à resolução do problema da redução que, na moda dos perfis/silhuetas, era feito manualmente e, por isso, algo demorado. Para o efeito, o inventor recorreu à utilização de um pantógrafo. Mas Chrétien conseguiu também solucionar a questão da falta de detalhe das silhuetas, utilizando, após a redução, tintas aguadas ou outras técnicas de desenho.
BREVE APRESENTAÇÃO DO AUTOR: Gilles Louis Chrétien (França, 1754 – França, 1811) foi um músico violoncelista. Após a invenção do fisionotraço, passou a dedicar-se às gravuras. Para o desenvolvimento dessa técnica, formou uma parceria com Edme Quénedey,
VANTAGENS:
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Simplifica realização do retrato de alguém.
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Redução automática do tamanho da sombra é facilitada com o uso do pantógrafo.
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Resultado final tem mais detalhe do que as silhuetas.
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Técnica mais económica do que a pintura tradicional.
DESVANTAGENS:
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Detalhes finais exigem conhecimentos de desenho/pintura.
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Embora seja uma técnica mais rápida face à pintura convencional, os detalhes finais tornaram este antecedente mais moroso
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Requer que o modelo permaneça estático.




